Olhão e Portimão já usam biometano, a partir de uma das três unidades de produção nacional.
Olhão e Portimão já usam biometano. A notícia foi partilhada pela recém criada Associação para os Gases Renováveis (ATMAS), que explica que uma das três unidades de biometano em Portugal já abastece parte da região algarvia.
A ATMAS defende também que o biometano deve ser visto como um elemento de descarbonização, e que a estrutura atual pode ser usada sem limitações técnicas, permitindo uma substituição do gás natural.
Em relação aos clientes, Gonçalo Salazar Leite, diretor-executivo da Associação indica que “o biometano pode, e deve, ser dirigido tanto à indústria como aos serviços ou aos consumidores finais.” Isto é, setores que têm maior consumo ou domésticos.
Biometano para reduzir preços e acelerar a descarbonização.
Para a ATMAS, a substituição de até 60% do gás natural atualmente injetado na rede não será o único benefício. O preço que será atribuído aos consumidores será igualmente compensatório, correspondendo a um terço da eletrificação total.
Contudo, o gestor não nega a importância relevante da eletrificação, mas alerta: “Não podemos eletrificar tudo” sem considerar os custos “para o contribuinte, para o consumidor, para a indústria e para a economia”, acrescentando “nós (portugueses) não somos tão ricos que se possa desaproveitar um ativo energético que já existe, que está a funcionar bem e está preparado para o futuro”.
A Associação para os Gases Renováveis foi recentemente criada de forma a dar resposta aos atuais desafios no setor, tanto a nível nacional como europeu. Defende uma legislação que permita “integrar os gases renováveis nas políticas públicas e que permita a aceleração do processo de construção desta indústria.” Constituída por operadores das redes de distribuição de gás, conta atualmente com dez associados, mas espera integrar pelo menos mais dez entidades até ao final do ano.
LEIA A NOTÍCIA AQUI