Para serem atingidas as metas previstas, a aposta em combustíveis de baixo carbono deve ser repensada.
Num novo estudo realizado pela Bain & Company em parceria com o Fórum Económico Mundial, o investimento em biocombustíveis precisa de aumentar.
De forma a atingir as metas necessárias, o valor deveria ser até 4X maior em 2030. E o principal fator de atraso já não passa por tecnologia, mas sim por regulação e economia.
Uma das principais apostas na produção desta fonte de energia passa, de acordo também com o novo estudo, não apenas pelo caráter positivo ao ambiente, mas também pela redução de dependência energética a outros países, maior competitividade, e capacidade de atrair novos trabalhadores qualificados.
“Os combustíveis limpos terão um papel decisivo na descarbonização de setores em que a eletrificação direta continua limitada.”, pode-se ler no relatório produzido.
Investimento em biocombustíveis precisa de aumentar. Impacto na descarbonização está mais que provado.
A consultora explica que os combustíveis de baixo carbono, de origem renovável, têm um profundo impacto na descarbonização das indústrias. Mais ainda quando se fala em mobilidade e transportes. A percentagem poderá chegar aos 50% de mistura energética em 2050.
Mas até agora apenas 10% dos projetos previstos para 2030 foram concluídos. Muito aquém do pretendido.
Além dos desafios económicos, e por consequência a ausência de investimentos em escala e de execução, existe o fator geográfico. “Cerca de 75% da produção de combustíveis fósseis está concentrada nos EUA, Médio Oriente e Rússia, o que cria desequilíbrios, risco de disrupção de fornecimento, volatilidade de preço e risco geopolítico.”
Contudo a Bain & Company não tem dúvidas quanto à importância e representatividade desta energia. A independência energética pode chegar até 15%, para o setor dos transportes, fora a empregabilidade associada à criação de empresas e indústria dedicada aos renováveis e baixo carbono:
“Estes combustíveis são chave para atingir um sistema energético mais seguro, equilibrado e sustentável (…) reduzem a dependência de importações e exposição aos mercados de combustíveis fósseis, estimulam cadeias de abastecimento internas e criam oportunidades de emprego.”
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