O biometano e outros biocombustíveis estiveram em debate na conferência “Transição Energética”.
Numa iniciativa do Jornal Económico, apoiada pela Pérez-Llorca e patrocinada pela PRIO e Iberdrola, colocaram-se o biometano e outros biocombustíveis em debate.
Sabendo que Portugal continua atrasado no que toca à implementação do plano de ação para o biometano, existe o potencial e o aumento do número de projetos.
Para Anabela Antunes, da PRIO, uma voz ativa na defesa do setor, torna-se prioritário olhar para estes biocombustíveis como uma aposta na resiliência do país. Durante a mesa-redonda, afirmou: “Acreditamos no mix energético porque quanto maior for a diversificação, mais resilientes vamos ser e assegurar a nossa independência energética.” A PRIO dedica-se aos biocombustíveis há mais de 20 anos, continuando atualmente a defender a sua evolução e presença no mercado – hoje representam apenas (e ainda) apenas 5% do total de combustíveis disponíveis.
Acrescenta ainda que, sem desmérito para com a eletrificação, necessária e em crescendo para o futuro, ainda são os setores que não conseguem descarbonizar por essa via. Nomeadamente os transportes pesados. Mas, para além de biocombustíveis líquidos, Portugal prepara-se, agora, para o gás renovável.
PRIO também aposta no biometano.
Numa vasta palete de produtos, a PRIO também aposta no biometano. Desenvolvendo o projeto desde há 4 anos, a empresa nacional promove a valorização dos resíduos na agroindústria. O objetivo principal é chamar a atenção dos produtores para que possam colocar os seus resíduos a uso.
Isto porque o Plano de Ação para o Biometano está a ganhar terreno e são vários os trabalhos a serem realizados em Portugal – ainda que estejamos longe do que já se faz na União Europeia. Ainda assim, será uma forma de permitir maiores ganhos para todos, também para os produtores que podem ser mais competitivos, bem como o mercado nacional.
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