Eventual parceria com o Brasil pode auxiliar na descarbonização dos transportes.
Em declarações à comunicação social, Maria da Graça Carvalho procura Portugal em simbiose com o Brasil no que toca a biocombustíveis.
O objetivo é haver projetos em conjunto por forma a desenvolver melhor a produção energética em solo português. Embora o Brasil seja pioneiro na produção, comercialização e utilização dos biocombustíveis, Portugal apresenta ainda muitos desafios e atrasos. Isto apesar de alguns investimentos já potenciais. De acordo com a Ministra do Ambiente e da Energia, a descarbonização nos transportes públicos é uma das metas destes possíveis acordos.
“Estamos a desenhar uma parceria entre Portugal e o Brasil nos biocombustíveis para nos ajudar a fazer toda a descarbonização que queremos nos transportes públicos.”, declara a governante.
Portugal em simbiose com o Brasil para investimentos nos biocombustíveis.
A cooperação entre os dois países depende agora da análise pelas equipas dos ministros da Energia de ambas as nações. De acordo com Maria da Graça Carvalho, a ideia passaria pela produção conjunta de biocombustíveis em Portugal. Para tal, propõem-se novos investimentos privados, que permitam o desenvolvimento das melhores infraestruturas.
Atualmente Portugal encontra-se numa fase de transição – apesar dos entraves, são já alguns os projetos que se encontram em desenvolvimento. Nomeadamente o da Galp em Sines, para produção de HVO e SAF.
Com apenas 25% de consumo coberto até 2030, será necessário quadruplicar o volume de produção para se atingirem as metas globais necessárias.
Já o Brasil começou cedo a sua aposta nos biocombustíveis, mesmo sendo um país produtor de petróleo. Com objetivo de reduzir a dependência energética externa, e evitando constrangimentos de abastecimento, investiu no etanol. Este biocombustível resulta da cana-de-açúcar e do milho sendo que, hoje em dia, procura-se evitar competições entre o que é produzido para energia e o que é produzido para alimentação – além de se procurar um maior equilíbrio ambiental.
Também foi pioneiro na tecnologia automóvel, criando a possibilidade de dois depósitos – um para gasolina e outro para etanol.
Acrescenta Maria da Graça Carvalho, “Do etanol (o Brasil) evoluiu para outros combustíveis mais sofisticados, mas tem essa tradição, esse conhecimento industrial desde há décadas.”
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