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Setor elétrico enfrenta desafios para vendas

Embora a crescer (lentamente) o mercado europeu ainda está muito atrasado.

Embora as vendas possam estar a crescer, a verdade é que o setor elétrico enfrenta desafios. Com metas internas definidas para as emissões de CO2, as vendas na UE estão abaixo do necessário. E mesmo contando com apoios à aquisição em alguns Estados-Membros, os fabricantes poderão incorrer em multas pesadas, caso não cumpram o previsto.

Ou seja, mesmo com um aumento de 22% face ao ano passado, as vendas são baixas e é necessário vender-se mais. E embora a União Europeia tenha “chutado” para a frente a avaliação de cumprimento de regras (emissões), não parece certo que até 2028 hajam grandes mudanças.

A quota atual da venda de elétricos estima-se nos 17% até ao final do ano, quando deveria estar entre os 20 a 22%. Como tal, “Deveríamos estar a vender entre 30% a 40% a mais de elétricos do que se vende atualmente no bloco europeu. E isso, para a indústria, é um desafio hercúleo.”, explicam os autores do artigo.

Setor elétrico enfrenta desafios mesmo com registo lento de aumento de vendas na Europa

Setor elétrico enfrenta desafios mesmo com apoios europeus.

Ainda que em alguns países haja apoios à aquisição de veículos elétricos, com campanhas publicitárias mais agressivas ou modelos mais “acessíveis”, existem casos com imposição de vendas. No Reino Unido, por exemplo, não existem incentivos, mas as fabricantes são obrigadas a vender até ao limite estabelecido. O problema? Obriga as empresas a retirem do bolso os valores que usam para colmatar a redução de preços aplicados. Perdendo dinheiro, e não vendo resultados práticos. As grandes vendas não vingaram.

Em casos europeus, algumas marcas estão bastante longe de qualquer meta de emissões. Pelo que a ACEA acredita que as multas possam atingir os 15 mil milhões de euros.

Como medida de mitigação, está a ser criada uma “emission pool” que funciona como mercado de emissões conjunto. Stellantis, Ford, Mazda, Honda, Toyota, entre outras marcas, irão juntar-se à Tesla. Esta, sendo 100% elétrica permite “vender” emissões às outras companhias. Um pouco como ocorre no mercado de carbono. Outros fabricantes como a Volvo e a Mercedes-Benz também se juntam.

Mas será que a obrigatoriedade de venda é uma mais valia? Numa Europa onde a escassez de matérias-primas para construção de novos veículos é uma realidade, qual o propósito de uma obrigação eletrificada?

 

 

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