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Reservatórios de energia debaixo da terra

Reservatórios de energia em rochas, uma solução de futuro.

Os reservatórios de energia debaixo da terra, poderão acomodar diversos gases futuramente. Não sendo uma ideia totalmente inovadora (relembrando a mina do Carriço, perto de Pombal que armazena gás natural), poderá, ainda assim, ser uma solução de futuro.

Atualmente vários novos projetos estão a ser analisados, incluindo uma estrutura a 22Km da Figueira da Foz que permitiria armazenar até 93 milhões de toneladas de CO2. Esta hipótese possibilita a redução de emissões a setores hard-to-abate como o do cimento.

Contudo, “É essencial sabermos em que condições esta tecnologia pode contribuir para esse objetivo (neutralidade) e para manter em Portugal a atividade dos setores de difícil descarbonização.”, explica Júlio Carneiro, professor do Departamento de Geociências da Universidade de Évora.

Reservatórios de energia debaixo da terra

Reservatórios geológicos possibilitam armazenamento de combustíveis gasosos.

Localizado na Bacia Lusitaniana, o reservatório encontra-se em pleno offshore Atlântico. Os estudos realizados pela GALP em parceria com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e, claro, Universidade de Évora observam o potencial a 1200 metros abaixo do nível de mar.

Constituído por rocha arenítica, as suas características de porosidade e permeabilidade parecem ter os valores ideais para injeção de gás, com a sua retenção. Contudo este projeto, a ser concretizado, será para fins meramente académicos.
Espera-se apenas uma injeção inicial com menos de 100 mil toneladas, sem projeções megalómanas.

Os trabalhos de análise deverão ser realizados entre 2027 e 2028, primeiro com uma campanha de prospeção sísmica 3D. Esta trará as primeiras imagens que permitem “olhar” o que está debaixo do fundo marinho com maior detalhe, identificando outras formações geológicas, a presença de falhas ou pontos de fuga.

O poço de injeção está pensado apenas para 2030, e a monitorização de resultados estende-se até 2034.

O gás a ser injetado, CO2, será proveniente da cimenteira de Souselas. Contudo, a indústria da cal e da pasta de papel também podem ser beneficiadas. E por isso esta será uma solução que poderá auxiliar os setores com maior dificuldade em descarbonizar. Nas condições corretas servirá como sumidouro de gases com efeito de estufa.

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