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Projetos de hidrogénio recuam

Enquanto marcas largam a aposta em H2, outras estão focadas no objetivo a hidrogénio.

Após um “boom” de investimentos, os projetos de hidrogénio recuam. Pese a ambição inicial, nomeadamente para a descarbonização da indústria, existem fatores pesados para o desalento. Por um lado, os setores “hard-to-abate” verificam que a transição para o hidrogénio é avultada. Por outro, a baixa procura também leva à suspensão dos vários projetos a nível europeu. Além disso, outras alternativas parecem ser igualmente viáveis e mais acessíveis.

A empresa Rystad Energy, especialista em hidrogénio, afirma que atualmente, este gás é cerca de 3 vezes mais caro que o gás natural – e só num prazo de 10 a 15 anos, os custos de produção possam cair. Isto só poderá ocorrer se os valores de equipamentos e cadeia de abastecimento também se tornarem mais baratos. Até lá, a competitividade é praticamente nula.

Em Portugal o cenário não é diferente: “O hidrogénio verde era uma expectativa exagerada que se transformou num vale de desilusão.”, explica Miguel Stilwell d’Andrade, director executivo da EDP.

Já Ana Quelhas, copresidente da Renewable Hydrogen Coalition afirma que não existem compradores no mercado. Em resultado, as metas da União Europeia para 2030 parecem longe de serem alcançadas. 

Projetos de hidrogénio recuam em Portugal e na Europa

Projetos de hidrogénio recuam, mas fabricantes automóveis continuam o desenvolvimento.

Além dos principais projetos de desenvolvimento à produção, outros setores também apostavam no hidrogénio.

Se a Renault e a Stellantis cancelaram os seus projetos a pilhas de combustível, outras marcas estão a apostar nesta energia. Verificando-se também um recuo na venda de elétricos, as alternativas de baixo carbono terão de ser revistas. E se é certo que existem poucos clientes dedicados ao hidrogénio, não é menos certo que nem todos “atiram a toalha ao chão”. Toyota, Hyundai e BMW continuam a sua investigação.

“O hidrogénio como combustível oferece vantagens que podem gerar uma mudança positiva, e estamos comprometidos com o seu sucesso a longo prazo.”, diz Joradn Choby, vice-presidente do grupo Toyota para a Engenharia de Cadeias Cinemáticas.

Além disso, alguns estudos afirmam que o mercado de veículos a hidrogénio pode crescer. Numa publicação da Automotive News Europe, entre 2025 e 2030, o valor deve atingir os 20.5 mil milhões de euros.

Da mesma forma, Japão, Coreia do Sul e Alemanha contam, em conjunto, com 500 estações de hidrogénio. Claramente a China entra também em jogo.

Contudo vários problemas comuns mantêm-se. Procura, preços, utilização de água como matéria-prima e a falta de infraestruturas saltam à vista. Não esquecendo que os híbridos (e mesmo os elétricos) fazem a diferença.

 

 

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