Em entrevista ao podcast Green eFact da Welectric, Carlos Batista revela o Zero Diesel.
A Prio avança com combustíveis mais sustentáveis. Apresentando um “menu” de biocombustíveis eficientes, estes produtos são resultado de um objetivo claro. Encerrar o ciclo de consumo e desperdício, evitando descarte de resíduos energéticos. Com as alternativas B100 e HVO, já se podem abastecer frotas de ligeiros e pesados, privados e particulares. Isto, contemplando uma redução de até 90% de emissões.
“Os biocombustíveis são um produto de transição porque conseguimos descarbonizar já, com a frota existente, sem investimento adicional.”, explica Carlos Batista, diretor comercial da Prio Green ao podcast Green eFact.
A empresa sediada em Aveiro é pioneira na transição combustível rodoviária. E tem noção do paradoxo – a eletrificação, embora publicitada como solução, vai demorar a ser implementada na sua totalidade. Principalmente em Portugal.
Para tal apresenta o Zero Diesel, entre as 100 mil toneladas produzidas por ano de biocombustíveis avançados.
Prio avança com combustíveis renováveis e mais “verdes”.
O Zero Diesel é uma resposta em dois produtos. O B100 – biodiesel avançado e o HVO (produzido a partir de óleo vegetal Hidrotratado, compatível com todos os motores a Diesel). De origem 100% renovável, têm por matérias-primas, óleos alimentares usados, margarinas, maioneses, resíduos alimentares industriais, borras de café, entre outros desperdícios.
E se o HVO é uma biosolução que pode ser usada sem qualquer adaptação, estando disponível em 30 postos da Prio no país, para consumo de frotas ligeiras, desde empresas a particulares, o B100 serve para pesados. Este só se encontra disponível na Prio da A25 em Aveiro e para venda a granel.
Na entrevista ainda resulta a confirmação de que o problema em Portugal é “cultural”. Se a sociedade não for educada no sentido de compreender que os seus resíduos também podem ser energéticos, continuará a haver grande desperdício. Nomeadamente nos óleos e gorduras que não só podem acabar no aterro errado, como serem fonte de poluição.
O objetivo é, desta forma, reaproveitar ao máximo, procurando a descarbonização imediata – possível com estes combustíveis de baixo carbono.
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