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Porque se enjoa nos elétricos?

A sensação de enjoo e tonturas não é apenas associada ao transporte marítimo ou nas viagens longas de autocarro. E tem uma explicação biológica.

Tonturas, sensação de mal-estar são típicos de viagens, principalmente com bastantes curvas. Contudo porque se enjoa nos elétricos com maior frequência?

Parece bizarro, mas não é – muitas pessoas, condutores ou passageiros queixam-se do mesmo. E há mesmo quem estude a razão porque se enjoa nos elétricos. Às vezes, basta apenas o “ruído” silencioso, para um desconforto geral. Mas, tal como enjoamos em barcos ou após passarmos por alguma situação onde se sintam vibrações (como em sismos), existe justificação.

William Emond, estudante de doutoramento na Université de Technologie de Belfort-Montbéliard, é investigador na questão de enjoo em veículos.

Explica que “O cérebro não consegue estimar com precisão as forças do movimento porque se baseia na experiência prévia noutros tipos de carros.”, ou seja, a falta de experiência prática, tanto de condutores, como de outros passageiros, aumenta esta sensação.

Eventualmente, uma pessoa que terá passado grande parte da vida a conduzir automóveis a combustão, está habituado a antecipar as mudanças e variações de velocidades. Nomeadamente através do “barulho” produzido. Num carro elétrico essas “perturbações” cessam.

Porque se enjoa nos elétricos? A resposta tem origem biológica.

Porque se enjoa nos elétricos, explicado pela biologia.

Como visto, parecem existir duas razões para esta mudança de comportamento. Em primeiro a falta de ruído (não estamos habituados) e em segundo, parece haver uma correlação entre as vibrações dos assentos e a gravidade. Um tanto semelhante à sensação que se tem em embarcações, autocarros ou mesmo quando experienciamos um sismo (e sentimos a vibração das ondas sísmicas).

Biologicamente, este tipo de enjoo deve-se a diferenças sentidas entre os sinais sensoriais que o cérebro recebe, por relação aos movimentos que o corpo atravessa. O resultado são as típicas variações nos “cristais do ouvido”, promotores do nosso equilíbrio.

A capacidade que temos em antecipar os movimentos pode ajudar a mitigar estas sensações – saber o que “lá vem” pode eliminar qualquer sintoma. Por exemplo, quando conhecendo uma estrada, sabemos onde ocorrem as maiores lombas ou curvas mais apertadas – o nosso cérebro sabe como atuar e comportar-se.

Algumas empresas, como a Apple, criaram já aplicações para ajudar automobilistas. A Vehicle Motion Cues permite indicar os movimentos do veículo, possibilitando uma espécie de “aviso prévio” para os detentores de elétricos. O resto, é uma questão de nova habituação.

 

 

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