Com o calendário desportivo a entrar em ação, algumas equipas ainda não têm certificação para os biocombustíveis.
Com o regresso às pistas de alta velocidade, os desafios sustentáveis na F1 (Fórmula 1) começam a aparecer. Entre os quais, a homologação dos produtos energéticos que se irão usar, de origem biológica ou sintética.
Neste primeiro ano de utilização de combustíveis de baixo carbono, a certificação torna-se obrigatória, mas alguns fornecedores ainda estão atrasados no processo.
É que a partir da temporada de 2026, todas as equipas terão de utilizar gasolina não fóssil, produzida a partir de componentes biológicos ou sintéticos. O que irá implicar novos processos de produção, transporte e logística que terão de estar certificados. Para tal conta-se com a entidade Zemo, que irá verificar toda esta cadeia. Desde a origem da matéria-prima, até ao momento de oficializar a sua utilização como combustível renovável.
Os desafios sustentáveis na F1 acompanhados pelas marcas e fabricantes
Embora apenas a Ferrari e a Audi tenham já autorizações plenas, a FIA não irá impedir ninguém de competir. Até agora, possibilitou o uso de combustíveis 100% sustentáveis em fase de testes. E o mesmo pode acontecer até ao Grande Prémio em Melbourne. Dando oportunidade às marcas e abastecedores de ganharem algum tempo.
Atualmente a Ferrari apresenta parceria com a Shell, a Audi usa produto da BP/Castrol, enquanto a ExxonMobil (parceira da Red Bull Powertrains-Ford) já tinha visto a homologação ser efetuada em 2025. A Mercedes tem parceria com a Petronas (que também fornece a McLaren, a Williams e a Alpine) e a Aston Martin (com motores Honda), usará biocombustível da Aramco.
Mais um passo para a descarbonização, também, no desporto automóvel.
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