Um desafio conjunto, é como a Moeve vê a aposta e produção de combustíveis renováveis.
Para Maarten Wetselaar, CEO da Moeve, a aliada da Galp em Portugal, a operação conjunta das duas empresas irá marcar um antes e um depois no mercado europeu de biocombustíveis. Alheio à polémica de integração das empresas, vê nesta parceria um reforço de sinergias que permitem alavancar a transição energética.
“A Península Ibérica passará a ser o principal polo europeu de moléculas verdes, como o hidrogénio e os seus derivados.”, afirma o gestor.
Em entrevista ao jornal espanhol ‘El Expansión’, Maarten explica que a Moeve pretende ganhar destaque no setor, nomeadamente com o hidrogénio e biocombustíveis. Simultaneamente esta junção permite uma maior liderança no mercado nacional e internacional.
Moeve, a aliada da Galp em Portugal, com duas novas empresas após acordo.
Com este negócio, está prevista a criação de duas novas empresas. Uma focada na química e refinação (onde 80% das ações serão da Moeve e 20% serão da Galp), e outra centrada nos postos de abastecimento, em percentagens idênticas de participação empresarial.
Para a empresa espanhola (antiga Cepsa), a transição energética apresenta-se como um desafio e objetivo claro. Ao “largarem” a exploração e produção de combustíveis de origem fóssil, focam-se nos biocombustíveis.
Em Huelva têm a maior fábrica para 2ª geração, produzindo 500 mil toneladas de biocombustível por ano.
Atualmente a empresa é responsável também pelo fornecimento de HVO100 para o transporte rodoviário, bem como de SAF em alguns dos aeroportos do país vizinho. Contudo, não descarta, igualmente, a eletrificação, com a atualização de postos de abastecimento rápido, nem o biometano, com o desenvolvimento de vários projetos.
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