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Mobilidade sustentável em debate na 36ª Convenção ANECRA

 

No dia 28 de novembro, indústria, associações e especialistas reuniram-se para o evento do ano da ANECRA.

Foi durante a 36ª Convenção Nacional da ANECRA que a mobilidade sustentável esteve em debate de ideias. No passado dia 28 de novembro, várias apresentações e painéis se juntaram em volta do tema Setor Automóvel – Rumo a um Futuro Mais Inteligente.

A PCBC também se fez presente, representada por João Reis (EPCOL), que, participando no segundo debate relembrou a importância dos combustíveis renováveis, nomeadamente sintéticos, para o mix energético.

Afirmando que seria impensável deixarmos de consumir combustíveis, alertou também que a transição energética só será possível com a existência de matérias-primas. Principalmente as que se consigam obter em território europeu, atualmente a perder lugar para a internacionalização.

“Os combustíveis fósseis vão acabar; os combustíveis, não.”, mencionou João Reis durante a sua intervenção na Convenção.

Mobilidade sustentável em debate na 36ª Convenção ANECRA

Mobilidade sustentável em debate de ideias, onde o elétrico também se diz presente.

Numa longa e intensa jornada onde o destino da mobilidade foi amplamente discutido, claro que se falou dos elétricos. Com a pergunta do futuro 100% eletrificado em cima da mesa, todos concordam que a solução não será única. E embora 1 em cada 4 carros vendidos, atualmente, seja elétrico, a substituição será gradual e não forçada (como explicou Guilherme Marques, da Comissão Executiva da PRIO e COO SHELL). Além disso, na União Europeia, observa-se uma fraca adesão aos novos veículos. Apenas 1.8% da frota circulante é totalmente elétrica e isto deve-se à parca justiça social de preços e apoios que se observa entre os Estados-Membros.

João Reis ainda acrescentou que uma óbvia gestão nas estradas portuguesas não existe: “temos bons automóveis que não usamos – a não ser 3 horas por dia quando vamos e voltamos ao trabalho (…) não sabemos partilhar o carro”. E fez recordar que para uma estratégia de transição ampla, os combustíveis alternativos (sintéticos, biocombustíveis e hidrogénio) são parte da equação.

 

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