Não é uma tecnologia recente, mas o resultado surpreende pela positiva.
Mazda negativa a carbono poderia ser o novo lema da fabricante. E embora já tivesse avisado há poucas semanas, apresenta agora o resultado. Isto porque continua à procura de novas alternativas, práticas, para incluir os motores a combustão no mercado. Desta forma, através de um novo modelo automóvel que consegue capturar totalmente as emissões em carbono.
Não se torna apenas neutro, mas totalmente negativo. O sistema Mazda Mobile Carbon Capture ou MMCC recorre, para isso, a microalgas que também geram biocombustível. E apresenta também uma tecnologia que permite capturar o dióxido de carbono (CO2) diretamente dos gases de escape.
O veículo, ainda não comercializável, foi apresentado no Japão. Apresenta um sistema híbrido plug-in, e pode ultrapassar os 500 cavalos de potência. O depósito esperado permite uma autonomia até 800 km, usando os sistemas híbrido e a combustão combinados.
Mazda negativa a carbono, com veículo híbrido, usando microalgas e capturando dióxido de carbono.
Já em relação à tecnologia usada, não é nova. Os biocombustíveis de terceira geração são geralmente produzidos a partir de algas ou microalgas. Estes organismos fotossintéticos captam o CO2 para a sua alimentação e crescimento. Como tal, são responsáveis pela redução das suas emissões. Ao mesmo tempo, usam a energia solar (ou outra alternativa), em condições muito especificas, gerando lípidos ou gorduras – estas que serão transformadas em biocombustível.
O processo, contudo, passa desde o cultivo das microalgas, até à produção final, e não é fácil de concretizar. Aliás, a Mazda confirma que o processo de refinação ainda não é o ideal (apenas 1 litro de biocombustível é produzido, a partir de um tanque de 1000 litros com microalgas). A recompensa nota-se mais durante o crescimento – a absorção de CO2 impacta no total de emissões previstas no combustível produzido (em 90%).
Como tal, a análise ao ciclo de vida prevê o que acontece aos restantes 10%. Se o sistema MMCC conseguir remover mais que este valor, o impacto torna-se negativo.
Por outro lado, a Mazda esclarece que o CO2 capturado pelo novo sistema pode ser novamente usado para cultivo de novas microalgas, tanto para o mesmo objetivo como para outros setores.
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