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Grupo Avia desenvolve projeto SAF na Letónia
O objetivo é criar a maior fábrica de SAF no Norte da Europa.
Fornecedor de serviços para a aviação, o Grupo Avia desenvolve projeto SAF na Letónia. A Avia Solutions Group espera um funcionamento pleno em 2030, num projeto que conta com a produção de 100 mil toneladas de SAF anuais.
O projeto resulta da “joint venture” realizada com a NorSAF, em conjunto com parceiros locais. Com um investimento entre os 500 e 600 milhões de euros, a empresa espera ter apoios de fundos europeus, investidores institucionais e outros interessados dentro do setor público.
Para Gediminas Ziemelis, Presidente do Grupo Avia: “O atual fornecimento global de SAF está longe de ser suficiente (…). Esta infraestrutura será assim vital para assegurar as cadeias de abastecimento para o futuro da aviação “verde”.”
A fábrica irá utilizar a tecnologia PureSAF, desenvolvida pela Swedish Biofuels, e será licenciada em exclusivo pela empresa de engenharia norte-americana KBR. A tecnologia sueca permite reduzir até 93% as emissões por comparação com o gasóleo para aviação. Também será possível produzir eSAF, a versão sintética de SAF. Esta será criada por energia renovável elétrica, hidrogénio verde e captura de carbono atmosférico.
Grupo Avia desenvolve projeto, fazendo frente às metas e obrigações europeias.
A União Europeia queria para 2025 uma incorporação de SAF até 2%. Aumentando para 6% em 2030, 20% em 2035 e, 70% em 2050. A necessidade recai na utilização de combustíveis mais limpos e eficientes no setor da aviação, que também luta com as pressões e exigências.
No mesmo caminho, espera-se que em 2030, cerca de 1.2% do SAF seja de origem sintética, aumentando para 50%, em 2050 (ou seja, metade do valor de 70%, terá de ser sintético).
O projeto que se espera ter na Letónia, quer assim suprir esta procura, produzindo ambas as formas de SAF. Para tal irá combinar bioetanol e hidrogénio. Uma das principais vantagens, além da localização estratégica, são as infraestruturas já existentes.
Tanto a Avia como a NorSAF esperam tornar o polo de produção num ponto crítico de abastecimento europeu.
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