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Governo de Portugal quer parceria com o Brasil.

Governo de Portugal quer parceria com o Brasil, para o desenvolvimento de biocombustíveis.

Portugal quer parceria com o Brasil para impulsionar a produção de biocombustíveis avançados e de combustível sustentável de aviação (SAF). O objetivo é atrair investimento brasileiro para a construção de uma ou duas unidades industriais em território nacional.

A iniciativa foi anunciada pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, que considera o Brasil um parceiro privilegiado devido à sua experiência de décadas no desenvolvimento de biocombustíveis e à liderança tecnológica neste setor.

“(A construção de fábricas seria) importante” para reduzir “substancialmente” a dependência do país de combustíveis fósseis, o que ganhou ainda mais urgência diante do conflito no Oriente Médio.”, esclarece Maria da Graça Carvalho.

E será a combinação entre o conhecimento técnico e industrial brasileiro com a localização estratégica de Portugal que irá funcionar como porta de entrada para o mercado europeu. Até porque o Brasil tem as matérias-primas, escala industrial e projetos já em andamento. Desta forma pode dar resposta não apenas às necessidades lusas, bem como europeias que aumentaram desde o início dos conflitos no Médio Oriente.

O objetivo é atrair investimento brasileiro para a construção de uma ou duas unidades industriais em território nacional.

Procura, oferta e oportunidade. E a parceria ideal que todos procuram.

O projeto prevê uma eventual joint venture (ainda sem definição) entre empresas dos dois países, permitindo produzir combustíveis renováveis destinados tanto ao consumo nacional como à exportação para outros Estados-membros da União Europeia, respondendo ao aumento da procura por combustíveis de baixo carbono, em especial no setor da aviação.

De acordo com a Ministra, a promoção do investimento, a avançar, ficará a cargo da AICEP, mobilizando capital privado para desenvolver as futuras unidades industriais em Portugal. O Governo português acredita que esta cooperação poderá acelerar a criação de uma cadeia de valor nacional para os biocombustíveis, reforçando simultaneamente a segurança energética e a competitividade da economia portuguesa.

A iniciativa surge numa fase em que Portugal procura diversificar as suas fontes de energia e reduzir as emissões dos transportes. Atualmente, o país já dispõe de investimentos relevantes, como a biorrefinaria da Galp em Sines, mas reconhece que o setor ainda se encontra numa fase inicial. A experiência brasileira é, por isso, vista como essencial para acelerar a produção de combustíveis renováveis e posicionar Portugal como um futuro polo europeu de biocombustíveis sustentáveis.

 

 

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