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Espanha proíbe publicidade para veículos a combustão

Novo Decreto-Lei pretende comparar a tabaco, bebidas alcoólicas e outros produtos.

Espanha proíbe publicidade a veículos a combustão, pensando que a transição energética passa por uma mudança de hábitos de consumo. O mesmo não deixa de ser um paradoxo tendo em conta que será necessário comprar um elétrico. E a preços, ainda, inacessíveis a grande parte da população.

A medida, que não chegou a Portugal, já causa, contudo, alguma celeuma. É honesto ou justo fazer-se uma comparação a este nível? Será justo uma obrigação de aquisição a novos veículos?

“Promover um carro sem motor elétrico poderá em breve ser proibido em Espanha. Isto acontece porque o Governo do país apresentou um novo projeto de lei sobre o “consumo sustentável” pode-se ler no artigo partilhado pelo SAPO.

O projeto de lei, baseado no “consumo sustentável” foi apresentado no início dete mês. O objetivo é que os consumidores avaliem a sua responsabilidade ambiental e de consumo. E nem os voos domésticos escapam. Viagens inferiores a duas horas e meia, terão de ser feitas por meios alternativos.

Espanha proíbe publicidade para veículos a combustão com eventual Decreto-Lei

Espanha proíbe publicidade para veículos a combustão entre outros produtos, evitando o consumo excessivo.

Embora a lei ainda tenha de ser votada no parlamento, existe quem possa ganhar com as ideias propostas. Os fabricantes em Espanha, como a Nissan e Cupra, elencam a geração de elétricos. Contudo, é bom de ver que no top 10 de veículos mais vendidos, nenhum é de gama elétrica. A topo da lista, encontra-se, ainda, um motor a combustão. Sendo igualmente um dos preferidos em termos nacionais.

Ainda assim, nas palavras do Ministro dos Direitos Sociais e do Consumo, Pablo Bustinduy, “Esta modificação tem como objetivo reduzir a presença de produtos e serviços baseados em energias fósseis, como a gasolina, que contribuem para aumentar as emissões de gases de efeitos de estufa e contaminação do ar”.

A pergunta essencial, essa, contudo, mantém-se: são os elétricos a única e mais viável solução na transição energética? Relembrando o que aconteceu durante o “apagão ibérico” e em quanto estamos dependentes de uma rede elétrica que, dizem os especialistas, poderá voltar a falhar.

 

 

 

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