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Empresas alertam para falta de ambição nas metas de combustíveis renováveis e hidrogénio.

Associação de Bioenergia Avançada, MadoquaPower2X entre outras, chamam a atenção para riscos nos projetos.

Empresas alertam para falta de ambição nas metas pouco ambiciosas para os combustíveis renováveis de origem não biológica (RFNBO). Tal poderá comprometer o desenvolvimento do mercado de hidrogénio renovável e o cumprimento das metas europeias de descarbonização.
O conjunto de pareceres técnicos encontra-se no âmbito de revisão à transposição da REDIII, para Portugal.

Num dos contributos, a Associação de Bioenergia Avançada (ABA) defende uma maior ambição regulatória e sinais claros para o mercado, capazes de estimular o investimento e criar condições para a expansão destas soluções.

Sublinha igualmente que “não faz sentido” a regra que limita a 3,1% a contribuição dos biocombustíveis, biolíquidos e combustíveis biomássicos produzidos a partir de culturas alimentares para consumo humano. Na opinião da associação estas matérias-primas não são concorrentes ao consumo humano e animal.

A posição da ABA ganha particular relevância num contexto em que os promotores de projetos de hidrogénio renovável enfrentam dificuldades relacionadas com o financiamento, os custos de produção e a falta de previsibilidade regulatória.

Empresas alertam para falta de ambição

Empresas alertam para falta de ambição nas metas, preocupadas com o impacto económico do cumprimento dos objetivos.

Miguel Roque Martins, Chief Operating Officer da Madoqua explica que “Portugal tem condições privilegiadas para ser um produtor de referência de hidrogénio e amoníaco verdes na Europa”, contudo “uma meta mais ambiciosa teria enviado um sinal mais forte ao mercado e aos investidores nesta fase crítica de decisões finais de investimento”.

“(parte dos investimentos) corre o risco de ser desviada para outros mercados mais favoráveis, comprometendo aproximadamente metade da meta nacional prevista para 2030.”, informa também a MadoquaPower2X na sua avaliação ao documento.

Entre os contributos submetidos à análise da transposição da diretiva de energias renováveis (RED III), encontra-se também a posição da APQuímica – Associação Portuguesa da Química, Petroquímica e Refinação. A associação questiona a disposição que obriga todos os novos projetos de produção de hidrogénio a serem de base renovável. É que esta exigência não consta do texto da diretiva nem de outras propostas de transposição dos restantes Estados-Membros.

De forma construtiva, todos os intervenientes procuram medidas que acelerem a definição de metas e que criem condições de mercado mais robustas. Só assim será possível a União Europeia concretizar os seus objetivos de descarbonização e desenvolver uma indústria competitiva de combustíveis renováveis.

 

 

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