Futuro da mobilidade promete híbridos após 2035.
A China apresenta visão estratégica para o mercado automóvel. Perante as dúvidas na União Europeia, o país asiático apresenta um novo plano internacional. O “Energy-Saving and New Energy Vehicle Technology Roadmap 3.0” aposta nos motores a combustão e em modelos híbridos plug-in, para além de 2040.
“Esta abordagem pretende refletir uma visão mais pragmática da transição energética.”, explica Zhang Jinhua, presidente da CSAE – China Society of Automotive Engineers.
A decisão passa pelo entendimento que os motores de combustão não irão desaparecer. Mas sim, continuam a ter um papel importante no mercado. Isto não implica, contudo, que não haja espaço, cada vez maior, aos elétricos. Para 2040 espera-se um cenário com 80% de EV’s.
China apresenta visão estratégica enquanto a UE continua a querer eliminar a combustão.
Com o novo programa a China revê em positivo a transição energética, de forma equilibrada. Ou seja, não perdendo o foco na eletrificação, continua a ter espaço para a indústria nacional, apostando na sua soberania e crescimento internacional.
Já na União Europeia, a aposta em modelos híbridos continua a ser feita a “pinças” com objetivo claro em cumprir metas ambientais.
Sobre o documento apresentado pela CSAE, também este apresenta metas ambientais e para a indústria: sem dúvida que se quer uma eletrificação a 100% mas de forma faseada. A começar, em 2035 todos os automóveis de passageiros serão parcialmente eletrificados. Com isto, as emissões esperam-se reduzir até 60% para 2040.
Passos importantes, mas que continuam a demonstrar o impacto do mercado chinês no mundo, nomeadamente na Europa. Um cenário que, sem resposta eficaz do Continente Europeu, não parece ser alterado.
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