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Carregamento elétrico apresenta dificuldades aos consumidores

 

Embora em crescimento, os elétricos apresentam alguns problemas, ainda.

A DECO PROteste não duvida da importância da mobilidade elétrica, contudo verifica que o carregamento elétrico apresenta dificuldades.

Além disso, tal como João Reis da EPCOL mencionou na 39ª Convenção da ANECRA, comprar hoje em dia um veículo não é um bom negócio. Adquire-se a viatura, se elétrica, mais dispendiosa aos bolsos nacionais. E não se pode aproveitar – a não ser durante as 2 a 4 horas que se perdem diariamente num pára-arranca, na maioria dos casos. Os automóveis tornaram-se (quase) obsoletos ao estilo de vida atual.

Ainda assim, nada como números. Em Portugal, de acordo com a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, os 100% elétricos ultrapassaram em setembro e outubro os veículos a combustão interna, no que toca a novas matrículas.

Muito dos fatores que levam à compra destes automóveis são a acessibilidade de carregamentos (mas pensando nos centros urbanos) e a poupança no orçamento mensal.

No entanto, ao dia de hoje, os automobilistas só sabem o valor final que pagam, após carregar o veículo. E porquê? Desde o contrato com o comercializador de eletricidade, e o operador do ponto de carregamento, a energia, as tarifas de acesso à rede e taxas de gestão, são-lhes imputadas.

Carregamento elétrico apresenta dificuldades

Carregamento elétrico apresenta dificuldades, mas com mudança de regime em 2026, o cenário torna-se mais leve para todos.

Também é para facilitar a vida dos consumidores que entra em vigor o novo regime jurídico da mobilidade elétrica. Este regime, que se espera operacional até final de 2026, quer mudar os carregamentos nacionais.

Começando pela eliminação da figura do comercializador, permitindo uma relação direta com o cliente. Permite também uma maior facilidade em verificar preços e saber o preço a pagar, tal como acontece nas “bombas” de abastecimento a combustível.

Neste artigo, a DECO PROteste relembra que a mobilidade elétrica enfrenta um paradoxo: é uma alternativa mais sustentável, mas o custo do carregamento público tem aumentado. Como resultado, a opção mais barata é o carregamento doméstico.

Além disso, continuam a haver falhas de cobertura a nível nacional e os carregadores são lentos. Portugal não tem infraestruturas ainda suficientes para uma frota que fosse automóvel que fosse totalmente elétrica.

Desta forma, exigem-se incentivos e outras medidas para que haja maior transparência entre comercializadores e operadores: apoios à compra de elétricos, transparência a nível de preços de energia, reduzir taxas, tornar os pagamentos mais fáceis (por MB por exemplo), aumentar a rede e postos de carregamento, e apresentar-se toda a informação possível para que haja a melhor escolha e decisão.

Um longo caminho ainda a percorrer, num mundo que se exige moderno e eficientemente energético.

 

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