Biometano não pode ser aposta desperdiçada em Portugal alerta a ACEMEL.
Em entrevista à Executive Digest, João Nuno Serra, presidente da Associação dos Comercializadores de Energia no Mercado Liberalizado, afirma que o biometano não pode ser aposta desperdiçada. A comercialização e utilização deste biocombustível gasoso em Portugal é essencial. Nomeadamente na descarbonização dos setores mais difíceis de reduzir as suas emissões.
“O biometano é demasiado valioso para ser utilizado onde existem alternativas mais eficientes. Daí a referência à sua utilização na indústria que não conseguimos eletrificar de forma simples ou competitiva.”, explica o gestor.
Considerando os benefícios, João Nuno Serra acrescenta que o mais importante é a clarificação de regras. Ao que se inclui, apoios ao investimento em projetos, maior concorrência e desenvolvimento tecnológico.
Pensando na redução de emissões, o presidente da ACEMEL menciona ainda o aproveitamento de resíduos, tais como agrícolas, agroindustriais, lamas de ETAR e outros, que promovem uma economia circular.
Abastecimento energético e apoios públicos na mira da ACEMEL.
Ao longo da entrevista, vários temas são abordados. Entre os quais o abastecimento energético do país – ao que João Serra afirma que é necessária a existência de várias fontes, redes de armazenamento e injeção. Mas também fala da valorização da matéria-prima que existe no nosso território e que pode auxiliar à mistura energética.
Por outro lado, além da componente técnica e ambiental que são obrigatórias nestes projetos, a associação defende que devem existir mais apoios públicos para os projetos deixarem o papel e serem realmente presentes no território. Como tal, acredita que o mercado está condicionado a uma boa gestão governativa, onde haja “oferta, escala e previsibilidade”.
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