REVISTA TÉCNICA
Bioenergia e transição energética, história e futuro
Jaime Braga refere o papel da bioenergia na transição energética em Portugal.
Num artigo cedido à revista Técnica (CTCV), Jaime Braga traz o tema da bioenergia e transição energética, para leitura. Relembrando os primeiros dados, na década de 90, menciona a forma como os novos desafios impostos pela Comissão Europeia, bem como as suas regras e restrições, colocam em causa o ritmo da transição e alternativas de energia.
Referindo que o peso dos hidrocarbonetos desceu para 55% para aplicação energética, o gás natural e a eletricidade começaram a ser os mais procurados.
Por outro lado, “A contribuição dos recursos renováveis de origem biológica aumentou, designadamente nos transportes, onde a sua incorporação física de cerca de 6% ainda é a quase totalidade da descarbonização até hoje conseguida neste setor.”, explica o Secretário-Geral da APPB – Associação Portuguesa de Produtores Bioenergia.
Bioenergia e transição energética, num quadro europeu por vezes desigual.
De acordo com o engenheiro, um dos grandes desafios é responder às normativas europeias. A Comissão exige metas concretas e estabelece regras aos seus Estados-Membros. Estes, internamente, terão de organizar a sua resposta, conforme aquilo que possam fazer. Mas também é certo que parece haver apenas um único caminho para a CE: A eletrificação. Ainda assim, sabe-se que só com combustíveis, sejam estes de baixo carbono, ou ainda de origem fóssil, se poderá encontrar um equilíbrio sério e justo.
Além disso, como espera a União Europeia dar resposta aos principais problemas que vários setores enfrentam? A indústria de matérias-primas, química, vidro e cerâmica, tecnológica, automóvel, o setor da mobilidade, e tantos mais, encontram-se atualmente a lutar pela sobrevivência. A sua soberania é colocada em causa pelo mercado internacional e preços muito competitivos vindos de fora. A importação de materiais começa a ter impacto financeiro e os impostos sobre a energia são a causa de maior desgaste. Para indústria, empresas e consumidor final.
Em relação ao gás natural versus biogás, é necessário começar a aplicar o Plano de Ação para o Biometano. Contudo, nem este está isento de “críticas” como são enumerados no artigo de opinião. Entre as quais, a nível de prioridade ambiental ou garantias de sustentabilidade – envolvendo um rastreio e controlo da produção.
Para Jaime Braga uma coisa parece ser correta: a transição é essencial, mas só se não custar mais do que o estritamente necessário.
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