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A transição energética não acontece, ou falha, em momentos de crise

 

Em artigo de opinião, José Gomes Ferreira coloca o dedo na ferida. Portugal não está preparado para a eletrificação.

É com indignação, a mesma que se espalha por muitos portugueses, que José Gomes Ferreira assina este artigo no qual a transição energética não acontece.

Após o recente evento climático extremo, a tempestade Kristin, Portugal prova que não está preparado para uma mudança feita de eletrificação generalizada. Os apagões registados, não apenas agora, a demora em repor os serviços (como, se as linhas de alta tensão foram “levadas pelo vento”), a pobreza energética – derivada do paradoxo em termos tudo eletrificado nas habitações, levam a opinões alteradas. Mas com sentido.

Em resposta aos depoimentos de várias vítimas, o diretor-adjunto da SIC dispara: “Esta cidadã portuguesa é mais uma das vítimas de uma errática política de transição energética que tudo quer eletrificar em nome de um radicalismo ambiental tecnicamente errado e socialmente injusto.” E acrescenta o que todos pensamos (e alguns dizem).

Existe uma diferença entre a grande urbe e as zonas de “província”: “Em meio urbano concentrado, é técnica e economicamente mais fácil fazer estes reforços pontuais, mas na maior parte do território nacional, a qualidade e a fiabilidade dos fornecimentos de eletricidade têm caído a olhos vistos. Além disso, a transição energética tem-se mostrado regionalmente assimétrica e socialmente desigual, deixando muitos portugueses mais pobres do interior completamente desprotegidos.”

A transição energética não acontece

A transição energética não acontece e falha, principalmente a transição elétrica. Estaremos enganados?

José Gomes Ferreira torna-se mais uma das vozes mais críticas aos acontecimentos dos últimos dias. Neste texto, observa com incómodo a transição elétrica inexistente, nomeadamente aquela em nome de uma eletrificação obrigatória, dogmática e cega, que invariavelmente falha em situações de crise.

A ele junta-se a EPCOL que afirma em comunicado as condições nacionais com: “elevados níveis de pobreza energética, limitações à expansão das redes elétricas e dificuldades de financiamento que tornam a eletrificação universal um objetivo distante no curto prazo.”. Um artigo a ler, com urgência.

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