A importância dos combustíveis renováveis torna-se essencial à luz dos tempos que correm.
Face aos últimos acontecimentos geopolíticos, seria cada vez mais necessário refletir sobre a importância dos combustíveis renováveis.
A dependência humana de hidrocarbonetos não irá parar, é certo, mas também não podemos ficar de braços cruzados. Isto, numa época em que nem a eletrificação consegue responder às necessidades energéticas ou metas de descarbonização. É então essencial voltar a explicar o que são biocombustíveis ou combustíveis renováveis. Como podem ser usados e como situá-los à luz das soluções energéticas além da eletrificação.
“Transportes pesados, frotas profissionais, maquinaria industrial, transporte marítimo ou mesmo veículos mais antigos que vão continuar a circular durante muitos anos. Trocar toda essa frota por veículos elétricos não é realista. Trocar o combustível é.”
A importância dos combustíveis renováveis, revisão e relevância.
Produzidos a partir de biorresíduos, óleos alimentares usados, gorduras animais e de CO2 biológico, os biocombustíveis permitem, entre outros fatores, reduções eficientes e quantificadas de gases com efeito de estufa.
A sua utilização coloca-se em primeiro lugar o setor dos transportes, tanto na mobilidade rodoviária como marítima ou aérea, com taxas de incorporação já definidas a serem cumpridas.
Mais a mais, muitos destes combustíveis renováveis, de baixo carbono, podem ser usados na maioria dos motores e infraestruturas, sem necessidade de alterações.
Como tal, várias fabricantes, embora não deixando a aposta na eletrificação para trás, acabam por criar veículos híbridos que permitem a utilização de diferentes fontes de energia. Contudo, a lei em Portugal já obriga a uma incorporação de 10% (valor mínimo) de combustíveis renováveis em todos os combustíveis líquidos. Ou seja, quando abastecemos, já estamos a incluir este tipo energético no nosso automóvel.
Ainda assim são vários os desafios que se apresentam: nomeadamente em termos legislativos e sobretudo na União Europeia, na cadeia de valorização dos resíduos e matérias-primas a serem usadas, na logísticas e fases de importação, e claro, na aposta significativa de investimento que suporte infraestruturas de produção.
Numa época crucial da História da Humanidade, uma vez mais caber-nos-á a responsabilidade de tornar o mundo num sítio mais habitável.
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