Os biocombustíveis apresentam-se como uma alternativa coerente no arquipélago.
Os Açores e os biocombustíveis são o mote para o artigo de opinião de Carolina Brito.
Os biocombustíveis ganham destaque perante a necessidade de adaptação à nova realidade da transição energética, nomeadamente nas ilhas. E entre os novos projetos que englobam novas tecnologias e cadeias de valor e distribuição, já ocorre a incorporação de combustíveis de baixo carbono, à semelhança do que se passa no continente.
Ao mesmo tempo, são cada vez mais os consumidores que veem na utilização de combustíveis sintéticos e híbridos a alternativa viável para uma mudança mais justa (e amiga do ambiente).
“O futuro dos combustíveis nos Açores deve passar por uma transição sustentável, realista e adaptada à realidade insular do arquipélago”, explica a autora no jornal Açoriano Oriental.
Os Açores e os bicombustíveis também resultam de novos projetos na mira da Eletricidade dos Açores.
É a EDA – Eletricidade dos Açores quem mais anda a pesquisar novas formas de redução de emissões. Isto, enquanto reconhece a importância de se atingirem as metas ambientais. Entre as alternativas encontram-se o hidrogénio, combustíveis sintéticos e biogás, embora se reconheça como desafios as cadeias de transporte e logística. Contudo, a produção local poderá não ser algo posto de parte, principalmente se forem consideradas as empresas agropecuárias da região.
Já o hidrogénio pode ser fabricado também por via geotermal – uma mais-valia no arquipélago de origem vulcânica.
Por outro lado, um dos desafios maiores encontra-se no preço. Descreve Carolina Brito que “E necessário acautelar a sustentabilidade ambiental, mas também a sustentabilidade
económica e social de um arquipélago limitado pela sua geografia e confrontado com grandes desafios nestas três áreas”.
E embora todos continuem a olhar para os combustíveis como algo poluente, a verdade é que iremos continuar dependentes de um registo fóssil. Cabe-nos, contudo e evidentemente, desenvolver trajetórias seguras e justas para que a transição se faça com menos emissões, com novas formas de energia, numa transformação mais responsável e sustentável. Principalmente adaptada à realidade dos territórios regionais.
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