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Bioenergia, biocombustíveis, indústria e descarbonização em debate no B+ Summit 2026

Bioenergia, biocombustíveis, indústria e descarbonização em debate

“(o setor dos biocombustíveis) é um pilar essencial da transição energética e da competitividade da economia. É preciso transformar ambição em ação.”

Foi com estas palavras (e um pedido de ajuda à ministra Maria da Graça Carvalho, que Anabela Antunes, presidente da Associação de Bioenergia Avançada (ABA), associação anfitriã do evento, iniciou a jornada que levou a bioenergia, biocombustíveis, indústria e descarbonização em debate.

Realizado no Marina Lounge em Cascais, o B+ Summit 2026, organizado pela ABA e CNN Portugal, o evento contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que reconheceu o peso dos biocombustíveis na descarbonização de parte da indústria, nomeadamente no setor dos transportes. A representar o governo, também estiveram presentes Jean Barroca, Secretário de Estado Adjunto e da Energia e Manuel Castro Almeida, Ministro da Economia e Coesão. Este último reforçando que a vulnerabilidade portuguesa é, também, de natureza energética, e que é preciso ser-se resiliente para uma maior autonomia e soberania económica. Também acrescenta que é preciso transformar a transição, numa vantagem para o país.

O programa, extremamente rico, tanto em temas, como em participantes, contou ainda com nomes como Pedro Patrocínio (GALP), Javier de Argumosa (PRIO), António Costa Silva (ex-ministro da Economia) ou Assunção Cristas (ex-ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território), entre outros.

A conferência foi marcada pela certeza da necessidade de maiores apoios ao investimento de produção com origem endógena no nosso território. Simultaneamente, são estes processos que garantem um maior aporte energético de menores emissões em carbono, complementar à eletrificação.

Bioenergia, biocombustíveis, indústria e descarbonização em debate no B+ Summit 2026

Produtores, empresas e academia, juntam-se em uníssono pela necessidade de maiores apoios para o desenvolvimento de projetos.

Entre as apresentações e debates, destacam-se os desafios e alertas para os decisores políticos. Tendo em conta que a procura por biocombustíveis terá de corresponder às expectativas de produção e investimento, cabe ao Estado criar o enquadramento e, principalmente, regulação às empresas.
Por outro lado, os preços (por agora) praticados ou a escassez de combustíveis de origem renovável para alguns setores da mobilidade (como no caso do transporte marítimo), ainda levanta muitas questões. Embora se identifique uma clara redução de emissões de CO2 e outros gases, ou uma maior valorização e aproveitamento de resíduos, contribuindo para uma economia circular.

A nível internacional, Simone Burgin, editora de European Biofuels na Argus Media, avisa que umas das principais preocupações será a existência suficiente de matérias-primas que consigam dar resposta a uma maior procura por biocombustíveis – isto com a aplicação e exigências da REDIII.

Com encerramento à hora certa, o B+ Summit 2026 pautou não apenas pelo sucesso de adesão. Foi sobretudo uma conferência e encontro onde, uma vez mais, se revelou o potencial imenso que Portugal apresenta para o desenvolvimento do setor de combustíveis de baixo carbono, biocombustíveis e combustíveis avançados, sem que seja necessário estar sempre a recorrer aos “de fora”. Entre a produção de CBC e a eletrificação, numa rede de fornecimento variado que se procura mais robusta, e sem necessidade de alterações de fundo, será necessário aplicar os diferentes planos de ação já existentes no país.

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