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Madeira tem potencial para biogás, através da valorização dos seus resíduos

Do biogás ao biometano, a Madeira pode marcar a diferença.

De acordo com a Sonorgas, a Região Autónoma da Madeira tem potencial para biogás. À margem da conferência “A Importância dos Gases Renováveis na Transição Energética – O Gás como Motor de Desenvolvimento Regional”, realizada em maio no Museu de Electricidade – Casa da Luz, no Funchal, foi mencionada a valorização de resíduos, para produção final de biometano.

Neste caso, a Madeira poderá ter uma palavra a dar, bastando haver vontade de investir nas infraestruturas necessárias.

“Os gases renováveis são um complemento à eletricidade e podem também substituir, em certos casos, o gás de garrafa, reforçando a segurança e a diversidade do abastecimento energético.”, explica Maria Conceição Callé Lucas, presidente do conselho de administração da Sonorgas.

Além do mais, como se reconhece, a produção de biogás resulta numa aposta clara à descarbonização, à economia circular e aos benefícios para com o meio ambiente.

Madeira tem potencial para biogás

Madeira tem potencial para biogás, numa região onde ainda não existem alternativas de baixo carbono.

Embora reconhecendo a importância da eletrificação e das energias renováveis como a eólica e a fotovoltaica na Região Autónoma, Maria Conceição Lucas afirma que não existe uma solução energética única.

Assim como as principais associações de energia têm dito, “one size does not fit all”, e isso tem de ser visto à luz das necessidades de cada região. No caso da Madeira o potencial existe, e pode ser de maior benefício à população. Começando pela valorização de resíduos, passando pelo licenciamento e pela capacidade de ligação às redes. Seria igualmente uma forma de haver uma maior independência energética, em forma de complemento, adaptada ao território. Garantindo também um desenvolvimento e coesão do território regional.

A Sonorgas, empresa operadora e distribuidora de gás, nomeadamente no interior norte continental, destaca-se por unidades autónomas. Desta forma garante o abastecimento de regiões normalmente afastadas dos centros urbanos. E é também um suporte para maior segurança e eficiência em zonas mais dispersas do país.

 

 

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