Olhar a biomassa como complemento à eletrificação.
Em entrevista à ECO, Manuel Pitrez de Barros, diretor-geral das Centrais de Biomassa do Norte, defende a biomassa como complemento à eletrificação.
A energia gerada a partir de resíduos florestais garantem uma maior resiliência (e segurança de abastecimento) à rede elétrica nacional. Além disso, a gestão de biomassa resulta em igual gestão do território florestal, com redução da carga que pode ser devastada por fogos.
Por outro lado, explica o gestor “em termos de dependência externa, cada megawatt-hora (MWh) gerado a partir de resíduos florestais portugueses é um MWh a menos de gás natural importado que temos de queimar”, num contributo para redução de emissões a partir de combustíveis de origem fóssil.
“(As centrais de biomassa) são o complemento que garante a estabilidade de que a rede precisa.”
Biomassa como complemento à eletrificação garantindo impacto na coesão do território.
Representando mais do que uma fonte de energia, a biomassa apresenta impactos a nível territorial. No Fundão, onde houve uma valorização de 150 mil toneladas de biomassa florestal, 70% da faturação da Central ficou na região.
Este volume de resíduos de origem florestal resulta em florestas organizadas, mais limpas e, em consequência, mais seguras (na prevenção a incêndios). Ao mesmo tempo são criadas condições económicas e sociais excecionais, permitindo uma fixação de população (ou maior fluxo de movimento).
Por outro lado, sendo um produto altamente rentabilizado, a biomassa pode apoiar a economia circular, contribuindo para cadeias de valor.
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