Com uma meta substituição para gás renovável até 2030, os projetos de biometano ganham destaque.
Com uma produção atual de 10 toneladas por dia, a Capwatt aposta no biometano em Aljustrel. Com uma fábrica sustentável – o abastecimento diurno é feito por central solar -, o projeto prova que a grande força de trabalho vem da economia circular. São usadas as águas ricas em carbono da Azpo – Azeites de Portugal e os resíduos da indústria aviária para alimentar as bactérias que, através do processo de digestão anaeróbia, transformam a matéria orgânica em biogás – e este, posteriormente é transformado em biometano (CH4) e dióxido de carbono CO2. Estas são as chamadas “bactérias felizes”.
O objetivo é concretizar as metas do Plano de Ação para o Biometano: 9% de substituição de gás natural por gás renovável até 2030 e 19% até 2040.
O projeto, que conta com investimento da empresa Efanor, da família de Belmiro de Azevedo, demorou cerca de ano e meio a arrancar. Atualmente apresentam-se as instalações mais modernas (e novas) para a transformação dos resíduos em biogás.
Capwatt aposta no biometano em Aljustrel e noutros pontos do país.
A empresa apresenta igualmente planos para expansão noutras regiões do país. O objetivo final é, também, assegurar a injeção na rede nacional.
“O projeto de Aljustrel é o nosso primeiro em Portugal e comprova que é possível fazer biometano em Portugal, com tecnologia disponível e subprodutos nacionais.”, explica Cristiano Amaro, diretor ibérico de biometano da Capwatt, que indica Monforte, Ferreira do Alentejo e Tomar, como outras zonas de interesse.
Contudo, não nega que a proximidade ao abastecimento estável de matéria-prima (resíduos e águas industriais) e a possibilidade de armazenar gás garantindo mobilidade e entrega, tiveram impacto na escolha deste local. Ao todo serão 57 GWh por ano de biometano que podem atingir a rede de gás natural, sem recurso a gasodutos.
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