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Portugal desperdiça óleos alimentares usados

Números apresentados oficialmente indicam um descarte da matéria-prima.

A associação ZERO explica que Portugal desperdiça óleos alimentares usados (OAU). Com dados obtidos através da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, fala-se de milhares de toneladas. Primeiro porque Portugal produz domesticamente entre 43 a 65 mil toneladas. Mas destas, apenas cerca de 908 (toneladas) são oficialmente recolhidas.

Um desperdício que não impacta apenas o ambiente, uma vez que 1 gota de óleo pode contaminar 25 litros de água. Mas também a transformação em bioenergia, nomeadamente, biocombustíveis, que assim se perdem.

“A produção de biocombustível a partir de óleos alimentares usados é a forma mais sustentável de valorizar este recurso.”, declara a Zero. E, no entanto, a recolha é diminuta.

Portugal desperdiça óleos alimentares usados.

Portugal desperdiça óleos alimentares usados, embora esforços autárquicos.

Não se trata apenas de responsabilidade política, como afirma a associação ZERO, mas também do coletivo social. Para tal, é preciso mais literacia e informação. E mais infraestruturas. Verifica-se que os melhores resultados de recolha de OAU ocorrem onde existem mais locais de depósito, ou oleões, e recolha porta a porta. Nestes casos, os municípios que ganham a corrida são a Maia, Seixal e Oeiras.

Ou seja, por cada português, que poderia “gerar” 2.5 a 3 litros por ano, o resultado energético recolhido, poderia atingir os 25 a 30 milhões de biocombustíveis no mesmo período de tempo.

Já a tecnologia existe e é eficaz, tal como várias empresas, Galp e PRIO, por exemplo, comprovam.

O que também é preciso é repensar-se na economicidade do processo. Gestão de resíduos e produção de um combustível de baixo carbono, que são elementares para pensar na transição energética, enquanto resposta eficiente em situações limite de fornecimento energético.

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