Respostas energéticas para a descarbonização devem passar pela bioenergia.
A bioenergia é essencial para a transição energética. Como tal a aposta e investimento nas tecnologias de produção devem ter mais apoios. Os biocombustíveis, incluindo os avançados, não são apenas responsáveis pela descarbonização esperada, com metas exigentes, como permitem uma resposta imediata à transição energética. Resultam em alternativas aos combustíveis de origem fóssil, para todos os setores da mobilidade.
“A bioenergia avançada (…) contribui para uma transição energética segura, competitiva e alinhada com as metas climáticas.“, defende Ana Calhôa, secretária-geral da ABA – Associação de Bioenergia Avançada.
Atualmente, com a transposição da Diretiva REDIII, começa a ser possível olhar-se de forma mais séria para a produção de combustíveis renováveis, nomeadamente os avançados. E sim, é uma alternativa mais responsável e segura aos combustíveis de origem fóssil
Bioenergia é essencial para a transição energética apresentando resultados concretos.
Para a ABA, a bioenergia avançada já apresenta respostas a desafios e áreas críticas. Destas destacam-se em primeiro lugar a transformação de resíduos em recursos, permitindo a circularidade e renovação de matérias-primas. Essencialmente transformando-as em energia;
Em segundo, uma maior independência energética. Na possibilidade de estabelecer soberania e produção interna para Portugal, diminuindo os custos associados a importações de outras fontes de energia líquidas e gasosas.
Em terceira resposta, tem-se a valorização dos territórios, geralmente os que apresentam maiores desafios demográficos e, como tal, sociais. Ao serem usadas matérias-primas e resíduos geralmente provenientes de regiões do interior, a criação de fábricas nessas comunidades pode auxiliar à gestão e coesão territorial. Gera-se emprego qualificado, criam-se condições de vida, evitando migrações.
Por último, a ABA identifica a inovação tecnológica. Maior aposta e investimento para investigação e desenvolvimento no setor dos biocombustíveis, têm sido fundamentais para o aumento da competitividade e modernização da economia nacional. Além de ser uma maior-valia para centros de investigação, instituições académicas e universidades. A mão de obra é qualificada, respondendo a um novo rumo industrial no país.
Quatro pontos que deverão ser vistos pelo governo, ou pelos decisores políticos, enquanto peças para uma resposta mais imediata à transição, descarbonização e independência energética e económica.
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