Gabriel Sousa, responsável executivo da Floene não duvida da produção de biometano no país.
A Floene aposta no potencial para biometano em Portugal. A empresa acredita que este seja um combustível de emissões neutras para o futuro do país. Paralelamente o hidrogénio também ganha espaço nos objetivos da empresa. Combustíveis de baixo carbono que podem ser essenciais em tempos de maior incerteza energética.
Como explica Gabriel Sousa, presidente executivo da Floene: “É uma tecnologia mais madura, vários países já estão a desenvolvê-lo com níveis de produção assinaláveis e, portanto, é um ‘quick win.”
E é também uma forma de energia capaz de substituir parte do gás natural. Nomeadamente para a descarbonização de alguns setores industriais.
Potencial para biometano em Portugal, made in house.
Apesar de ainda apresentar desafios vários, nomeadamente no que toca à burocracia associada à regulação e investimento, o caminho do biometano é positivo.
A começar por poder ser produzido no território nacional, através de resíduos vários de origem biológica. Depois porque o biometano pode ser injetado na rede, sem a necessidade de atualizar as infraestruturas.
Por outro lado, Portugal está atrasado face à realidade europeia. Ainda assim, de acordo com a energética nacional, existem 200 pedidos de ligação de projetos de biometano à rede e 18 contratos já assinados.
Outra aposta da Floene é a produção de hidrogénio, tendo já começado pelo projeto piloto no Seixal. Mas de acordo com Gabriel Sousa, o biometano apresenta-se com maior viabilidade de avanço rápido.
O que é necessário é a existência de um investimento claro, tanto dos responsáveis políticos, como dos privados, para arrancar em força. Será extremamente útil podendo dar resposta a constrangimentos energéticos e descarbonização da indústria nacional.
LEIA A NOTÍCIA AQUI