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O tamanho importa nas matérias primas
Pensando em fazer frente à escassez de materiais, alguns fabricantes de automóveis de nova geração, deverão pensar em reduzir o tamanho dos veículos, baterias, mas também reduzir o desperdício dos subprodutos.
“Se realmente não queremos repetir os erros da insaciável dependência do petróleo, então a eficiência dos recursos tem de desempenhar um papel importante”, diz Julia Poliscanova, diretora sénior das cadeias de fornecimento de veículos e mobilidade da Transport & Environment.
E para tal, o tamanho importa no que diz respeito às matérias primas e à sua exploração. Um veículo automóvel com uma bateria mais reduzida, por exemplo, poderá reduzir o consumo de metais até 49% em 2050. E isto de acordo com o estudo feito pelo grupo Transport & Environment, pensando na demanda de matérias críticas, apenas para o fabrico de baterias na Europa.
De acordo com a análise feita, para descarbonizar a frota automóvel até 2050, a Europa necessitaria de 200 vezes a mais os materiais usados em 2022. Ou seja, perante o estado atual, isso seria totalmente insustentável. Contudo, políticas de apoio a incentivarem a redução de circulação, ou a reduzirem o tamanho das baterias, poderia auxiliar na diminuição da procura de metais como o lítio, níquel, manganês e cobalto.

O tamanho importa, na salvaguarda ambiental
Desta feita, a redução do tamanho das baterias, poderia salvaguardar o ambiente. Veículos elétricos mais pequenos, conseguiriam reduzir a procura de metais entre 19 a 23%. Por outro lado, os governos, junto aos fabricantes, teriam de chegar a consenso no que diz respeito ao mercado, garantido que todos ficam a ganhar. Nomeadamente o consumidor final. Para tal, o tamanho importa nas matérias primas, mas também na oferta à sociedade.
Melhor gestão de transportes públicos, partilha de lugares, terão de ser igualmente garantidos. Só para começar.
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