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Koenigsegg quer que os seus hipercarros usem vulcanol, o “combustível dos vulcões”
Parece ficção, mas já se produz hoje vulcanol, o combustível que “nasce” nos vulcões e a Koenigsegg quer usá-lo nos seus futuros modelos.
Se a Koenigsegg é conhecida por recorrer a E85, o combustível que mistura etanol (85%) e gasolina (15%) — que dá mais potência aos seus motores e gera menos emissões de carbono —, não surpreende muito esta aposta no vulcanol, o “combustível dos vulcões”.
O vulcanol, quando comparado com a gasolina, não só tem um índice de octanas superior (109 RON) como promete reduções de emissões de carbono em cerca de 90%, indo ao encontro dos objetivos do construtor sueco em incrementar a sua sustentabilidade ambiental.
Apesar da origem quase-fantástica do combustível, a realidade é muito mais “terrena”.
O vulcanol não é mais que metanol renovável, mas esta variante tem a particularidade de usar as emissões de carbono de vulcões semi-ativos na sua constituição que são capturadas.
Ou seja, o vulcanol é em praticamente tudo idêntico a outros combustíveis sintéticos, como os que já reportámos em relação aos que a Porsche e a Siemens vão produzir no Chile. Ou seja, usa como ingredientes dióxido de carbono (CO2) capturado e hidrogénio (verde) para conseguir um combustível mais puro e quase neutro em carbono.
O vulcanol já se encontra em produção pela Carbon Recycling International, na Islândia. E não é só a Koenigsegg que está interessada no vulcanol. A chinesa Geely (dona da Volvo, Polestar, Lotus) é também uma das partes interessadas, sendo um dos investidores desta empresa islandesa.
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