RAZÃO AUTOMÓVEL
Ford registou patente para motor de combustão a hidrogénio
Patente mostra que a Ford está, pelo menos, a explorar a possibilidade de um motor de combustão interna que usa hidrogénio como combustível.
Também a Ford parece estar a explorar a possibilidade de um futuro motor de combustão interna que usa hidrogénio como combustível. É o que mostra a patente registada da marca da oval azul no U.S. Patent and Trademark Office (Registo de Marcas e Patentes dos EUA).
A Ford junta-se, desta forma, à Toyota, Yamaha e também à Renault, que já antecipou um protótipo com um motor de combustão a hidrogénio.
Convém esclarecer que se trata de um motor de combustão interna a hidrogénio, de funcionamento idêntico a um motor a gasolina, e não de uma pilha de combustível a hidrogénio (fuel cell) usada em veículos elétricos como o Toyota Mirai.
ambém convém esclarecer que esta patente não é sobre um motor em específico que a Ford já tenha em desenvolvimento, mas sim sobre o sistema de combustão em si e o controlo da mistura ar-combustível. Sistema que poderia ser usado em variados motores.
Ou seja, ao contrário do que já vimos, por exemplo, na Toyota, em que adaptou o motor do GR Yaris para funcionar a hidrogénio e até já colocou esse motor à prova num Corolla de competição, a Ford, de acordo com esta patente, parece estar numa fase mais embrionária.
A patente da Ford concentra-se sobre o método de combustão num motor de combustão turbocomprimido que consegue trabalhar num intervalo amplo de misturas ar-combustível.
λ ≥ 2
Para melhor perceber o que a Ford mostra na sua patente temos de falar na equivalência entre a relação ar-combustível real e a relação considerada ideal, ou estequiométrica, de uma mistura, representada pela letra do alfabeto grego λ (lambda).
A relação ideal ou estequiométrica num motor a gasolina é de 14,7 partes de ar para uma parte de combustível, traduzindo-se em λ = 1. Contudo, nem sempre esta proporção é constante (pode variar por causa das condições ambientais ou do funcionamento do motor em si).
Assim podemos obter um valor inferior a um (λ < 1), em que a quantidade de ar é inferior à ideal, logo a mistura é mais rica (requer mais combustível e ajuda a gerar mais potência). Quando o oposto acontece (λ > 1), por ter excesso de ar, dizemos que a mistura é pobre (os consumos saem beneficiados).
No caso de um motor de combustão a hidrogénio, λ = 1, ou a razão estequiométrica, traduz-se em 34 partes de ar para uma parte de combustível.
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