Motor24

Alemanha quer salvar os motores de combustão

 

Declarações do Ministro dos Transportes alemão em sentido contrário à proposta europeia de proibir os motores gasolina e Diesel.

A Comissão Europeia aprovou uma resolução que estabelece a proibição da venda de qualquer veículo com motor de combustão interna, quer sejam a gasolina ou a gasóleo, a partir de 2035. Decisão que obriga a indústria automóvel a acelerar a eletrificação.

A Alemanha, motor da Europa, acaba de fazer marcha-atrás, posicionando-se contra esta medida. “Queremos permitir os motores de combustão inclusivamente depois de 2035”, garantiu o ministro dos Transportes alemão, Volker Wissing, durante uma reunião informal com os seus homólogos europeus, celebrada nos arredores de Paris, França.

 

Contudo, defende aquele responsável que o país apenas deverá permitir a sobrevivência dos propulsores térmicos “se os automóveis passarem a funcionar exclusivamente com combustíveis sintéticos”.

Os combustíveis sintéticos renováveis são cada vez mais encarados como uma solução alternativa eficaz para alimentar os milhões de automóveis e motos nas estradas. São fabricados exclusivamente com energia obtida de fontes renováveis, como o sol ou o vento, com este processo a mostrar-se ainda mais ‘verde’ pelo facto de os fabricantes captarem o CO2 necessário para produzir esse combustível a partir do ar na atmosfera, transformando um gás de efeito estufa num recurso.

Marcas como a Porsche investem fortemente na investigação deste tipo de combustíveis, que seriam compatíveis com os motores convencionais, mas reduzindo de forma drástica as emissões contaminantes. E o ministro alemão acredita que existirá nesta tecnologia uma “solução para que os automóveis não se alimentem de combustíveis fósseis”.

“Não podemos confiar unicamente na mobilidade elétrica ou de hidrogénio para o futuro. Temos que continuar a ser tecnologicamente neutros”, explicou Wissing.

 

Para Continuar a ler a Notícia   AQUI

 

 

⛽️ Fica a par de todas as notícias da indústria

Nunca lhe enviaremos spam ou partilharemos o seu endereço de email.
Saiba mais na nossa política de privacidade.