EPCOL apoia decisão de Bruxelas em reforçar a produção de combustíveis.
A EPCOL apoia decisão de Bruxelas em reforçar a produção energética europeia. A Associação de Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes acredita que a refinaria de Sines poderá ser um ativo estratégico no abastecimento de combustíveis.
Isto porque a Comissão Europeia (CE) pretende travar o encerramento das refinarias europeias e aumentar a produção de combustíveis. Diminuindo desta forma a dependência de fora.
A CE quer ainda que as empresas desenvolvam a produção de biocombustíveis e de combustíveis sintéticos renováveis. Alternativas que poderão diminuir a exposição da União Europeia às importações, permitindo maior segurança a vários setores.
Com este objetivo, o impacto em Portugal passa por Sines: “(a Comissão Europeia) ao passar a apoiar ativamente a manutenção da capacidade de refinação europeia, a posição estratégica de Sines poderá ser valorizada.”, explica João Reis, da associação portuguesa.
Travar encerramento das refinarias e diminuir preços de combustíveis entre fatores de interesse.
Para a CE, além do apoio à indústria, o aumento de produção em combustíveis poderá traduzir-se num decréscimo de preços energéticos.
A EPCOL acrescenta também que “Seria muito gravoso para a Europa perder capacidade de refinação antes de existirem alternativas plenamente capazes de assegurar o abastecimento energético”.
Já para a FuelsEurope, representante europeia da indústria de fabrico e refinação, esta é uma excelente notícia. Principalmente numa altura em que se procura um aumento de produção em combustíveis de baixo carbono, como o SAF. Por outro lado, lamenta que em 20 anos, a União Europeia tenha perdido 20% da capacidade de refinação devido ao fecho de 35 refinarias.
A associação europeia mostra-se disponível para trabalhar próximo à Comissão e procurarem soluções que permitam o aumento de produção. Uma realidade deixada por Bruxelas que procura propostas e contributos de empresas.
A Comissão Europeia deixa ainda o repto de pretender conciliar a capacidade industrial e a descarbonização, com garantia de suporte energético em cenários de crise. Reconhece porém a necessidade de ainda se usarem combustíveis fósseis que possam suprir as necessidades atuais.
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