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O peso da bioenergia em Portugal, um artigo de opinião de Francisco Gírio

O peso da bioenergia em Portugal, enquanto alternativa energética.

O peso da bioenergia em Portugal é cada vez mais relevante para a transição energética. Biomassa para eletrificação, biocombustíveis líquidos e biomassa para aquecimento doméstico são os 3 pilares que sustentam esta aposta. Mais ainda agora, com a resolução do Plano de Ação para o Biometano 2024-2040, e a preparação da ”Estratégia Nacional de Descarbonização dos Combustíveis Líquidos 2040”. A estes documentos, acresce a transposição da Diretiva RED III, passando os combustíveis de baixo carbono a serem uma das soluções mais eficazes para a concretização deste objetivo.

“Os CBC, se forem produzidos de forma sustentável, têm o potencial de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa até 95%, comparativamente com as emissões atuais dos combustíveis fósseis .” Quem o defende é Francisco Gírio.

O Investigador-Coordenador e Diretor da Unidade de Bioenergia e Biorrefinarias e elemento do Conselho Consultivo da PCBC, acrescenta ainda que “a Plataforma dos Combustíveis de Baixo Carbono, que agrega um conjunto importante de peritos nacionais em diversas áreas dos transportes e do clima, tem insistentemente alertado para a importância da existência de uma estratégia nacional para os CBC.”

O peso da bioenergia em Portugal

O papel das políticas nacionais e uma nova forma de pensar a bioenergia e os CBC.

Na nova edição da revista Indústria e Ambiente, o tema principal é a Bioenergia, e neste coeditorial, Francisco Gírio chama igualmente a atenção para outro ponto. A necessidade das políticas energéticas serem neutras e sustentáveis de um ponto de vista tecnológico. Só dessa forma se poderá pensar seriamente numa descarbonização a nível da indústria, operando com “racionalidade económica”.

Sendo um dos responsáveis pela criação do Plano de Ação para o Biometano 2024-2040, o investigador e consultor da PCBC, relembra ainda que este trabalho deu um “empurrão” para o avanço de projetos no âmbito do setor. Principalmente no que toca à “descarbonização da rede pública de gás, aumentando a segurança de abastecimento e reduzindo a dependência energética externa devido ao aproveitamento de recursos locais.”

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