A Associação Alemã de Fabricantes de Combustíveis à Base de Resíduos pede a implementação do diesel B10 pelo governo alemão.
A indústria alemã pressiona a implementação de diesel pelo governo. Como justificação, encontram-se a segurança energética, a transição, a descarbonização industrial e dos transportes, bem como a redução de emissões. Razões mais que suficientes para acelerar a mistura de B10 (ou 10% de biodiesel).
A associação MVaK indica também que ao aumentar a percentagem da mistura, iria beneficiar a capacidade de produção alemã de biocombustíveis. Além disso, acrescenta, vários fabricantes de veículos, incluindo a Mercedes-Benz, BMW, Opel e Peugeot/Citroën, já aprovaram uma ampla gama de veículos a diesel para uso com B10.
Este pedido da adoção de B10 vem ao encontro com a Diretiva de Energias Renováveis da União Europeia (RED III) – cuja transposição parcial já se encontra oficializada em Portugal. Este documento incentiva os Estados-Membros a aumentarem a proporção de componentes renováveis no combustível diesel de 7% para 10%.
Consumos europeus começam a escalar.
Portugal é, aliás, a par com a França e Bélgica, um dos países que já incorporam B10 nos postos de abastecimento. Já na Alemanha, embora permitido desde maio de 2024, o consumo de B10 manteve-se limitado até agora.
Com maior flexibilidade, permitindo uma rede que contenha B7 e B10, é possível que a procura aumente.
Para Detlef Evers, diretor-geral da MVaK: “Aumentar a oferta de biodiesel B10 é uma medida sensata em termos de política climática, energética e económica”.
O gestor acrescenta ainda que esta implementação poderá também “impulsionar a criação de valor interno para as pequenas e médias empresas”.
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