Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos apresenta projeto para biometano.
Resíduos do Porto produzem energia. A notícia foi dada por Fernando Leite, administrador da LIPOR, em visita a Bruxelas.
O produto final será biometano o que irá permitir a construção de uma fábrica e a criação de 50 postos de trabalho em Gondomar. Este objetivo enquadra-se com a missão atual da empresa gestora de resíduos, que pretende aumentar a capacidade de descarbonização.
“Os resíduos podem produzir eletricidade. Neste ponto temos uma comunidade elétrica no Porto que abastece de eletricidade 28 entidades.”, explica o gestor.
A ida até Bruxelas permitiu à LIPOR identificar quais os apoios que existem à descarbonização. E de que forma Portugal poderá cumprir as metas ambientais dentro do tempo. Ao mesmo tempo, aprofunda-se o conhecimento de outros projetos que possam ser replicados no país.
Resíduos do Grande Porto produzem energia a partir de “lixos” domésticos.
Destacando um tema sobejamente conhecido, Fernando Leite não tem dúvidas. A situação dos aterros em Portugal deixa muito a desejar. Apontando falhas no circuito apresenta alternativas: colocar aterros junto a unidades industriais é uma via direta à utilização energética.
De entre as 28 instituições que já são alimentadas a eletricidade sustentável, encontra-se o Hospital de São João e a Santa Casa da Misericórdia, e mais 10 municípios. Esta gestão e operação resulta das fábricas onde os resíduos são já transformados.
Restos de comida, cascas de frutas e vegetais, borras de café, resíduos de jardinagem, são os “ingredientes” necessários ao processo. Contudo, passa muito pelo consumidor e produtor de resíduos – a sociedade – a perceber a importância da separação. A reciclagem não se faz sozinha e só com informação há lembrança e maior educação cívica.
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