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Biocombustíveis trarão lucros às empresas, tanto como os combustíveis fósseis, afirma o vice-presidente executivo da Moeve
Mudando de identidade, a Cepsa, que agora é Moeve, quer abandonar os “assets” do petróleo e dedicar-se aos renováveis.
Os biocombustíveis trarão lucro às empresas, nas palavras do responsável pela pasta de Mobilidade e Novos Negócios e vice-presidente executivo da Moeve, Pierre-Yves Sachet.
A aposta num investimento “verde” terá de gerar tantas receitas como o capital do petróleo. E, mesmo que seja a longo prazo, o gestor acredita que o mix energético é incontornável, e que as empresas de biotecnologia só terão a ganhar com um crescimento de interesse.
Numa grande entrevista ao “Capital Verde” do SAPO, o gestor da Moeve (ex-Cepsa), menciona os novos projetos dedicados aos combustíveis de baixo carbono, nomeadamente biofuels, biometano e hidrogénio.
Num investimento de 8 mil milhões de euros até 2030, a Moeve, que já vendeu a maioria dos seus ativos fósseis, quer abandonar, no futuro, qualquer negócio nesta área energética. Atualmente encontra-se a construir o maior complexo de biocombustíveis do sul da Europa, num valor de 1200 milhões de euros. Mas em simultâneo pretende o desenvolvimento de 30 fábricas de biometano, esperando iniciar a produção em 2026.
Biocombustíveis trarão lucro apesar dos receios do mercado
Não é apenas um “chavão” para a empresa espanhola. A Moeve acredita mesmo na transição energética com base nas “moléculas verdes” e quer ser das primeiras a responder à forte procura esperada.
“Não vejo porque é que as atividades sustentáveis entregariam menos retorno do que os combustíveis fósseis”, explica Pierre-Yves Sachet, vice-presidente executivo da Moeve, principalmente quando destaca os eventos atmosféricos extremos derivados das alterações climáticas.
Por outro lado, afirma que um dos fatores que pesam para que não haja mudanças de decisão pela (quase ex-) petrolífera, é o facto da Moeve não estar cotada em bolsa. A liberdade para escolher e decidir novos rumos, torna-se assim mais fácil, mas não menos ambiciosa por um futuro mais sustentável.
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