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Eco-Oil chega às Bahamas, numa aposta clara a um maior mercado onde possa pautar pela diferença
A portuguesa Eco-Oil chega às Bahamas. Finalmente, e após 14 anos de tentativas, a empresa sadina, vê o seu projeto além fronteiras arrancar, testando o novo mercado.
Com interesse na região desde 2018, a empresa nacional inicia agora o projeto piloto para a recuperação de hidrocarbonetos do setor marítimo. A Eco-Oil chega às Bahamas, após furacões e pandemias.
O investimento, atualmente a rondar os 2 milhões de euros, irá resultar na construção de uma pequena unidade de tratamento para os resíduos de hidrocarbonetos dos navios. O objetivo final será sempre a sua transformação em novo combustível, menos poluente, que possa ser incorporado nas indústrias que usem gasóleo para a sua produção.
Como explica Nuno Matos, CEO da empresa: “É um mercado bastante interessante porque estamos junto ao Golfo do México. Temos uma atividade intensa do ponto de vista de navios (…) e temos o terminal de combustível que requer empresas como a nossa, quer para limpar os fundos dos tanques, quer para receber também resíduos dos navios.”
Contudo, enquanto a Eco-Oil chega às Bahamas, Portugal continua a apresentar desafios para os novos combustíveis.
Eco-Oil chega às Bahamas enquanto a carga fiscal em Portugal equipara diferentes tipos de combustível
Um combustível com redução até 99% de emissões, de origem circular e resultante de resíduos a 100%, mas que ainda é visto como um combustível fóssil original. Principalmente em termos fiscais. É assim que os governos têm visto este novo tipo de combustível.
Não negando a origem fóssil dos resíduos usados, Nuno Matos afirma, contudo, que a produção de novos combustíveis, com menor percentagem de emissões e fatores de poluição, deveria ser resposta ao retorno aos fósseis tradicionais.
A exemplo, diz o gestor que a o ano de 2022, foi “muito forte, quando a guerra da Ucrânia fez aumentar os preços do gás natural. Com o aumento do custo, houve muitas indústrias que se converteram novamente para combustíveis líquidos” continuando “Nessa altura tivemos um boom de vendas muito, muito forte, mas também veio acompanhado de um problema de disponibilidade de matéria-prima, porque nós importávamos sobretudo do centro da Europa”.
Com uma capacidade de tratamento para 370 mil toneladas por ano, a Eco-Oil é a terceira maior empresa de recuperação, na Europa. E, em termos de projetos, prevê a produção de um novo tipo de combustível que permita a mistura de gasóleo para veículos automóveis. Passando da indústria mais pesada, para a mobilidade.
Resta saber qual o futuro dos apoios ao EcoGreen Power, e a forma como possa ser visto enquanto alternativa à transição energética.
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