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Limpar o ar de CO2 tornou-se um negócio mundial lucrativo

 

Há pelo menos 19 empresas que criaram fábricas para capturar diretamente o CO2 do ar, sendo que a maior do mundo será a da empresa suíça Climeworks na Islândia. Gigantes como a Microsoft, a Coca-Cola ou a Shopify estão a comprar essas capturas para reduzir as suas emissões

A indústria verde vende. E o seu mais recente e lucrativo negócio chama-se captura de dióxido de carbono da atmosfera.

Já existem pelo menos 19 fábricas dedicadas à captura direta de CO2 a operar em todo o mundo. A que foi anunciada como a maior do mundo e cuja construção na Islândia foi agora iniciada é a da suíça Climeworks, uma das empresas vanguardistas nesta área, tal como a canadiana Carbon Engineering – ambas consideradas pioneiras em Tecnologia pelo Fórum Económico Mundial.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), 18 dessas unidades industriais a operar com a tecnologia DAC estão no Canadá, na Europa e nos Estados Unidos.

O mais curioso é que na carteira de investidores destas empresas de limpeza da atmosfera até estão indústrias poluentes como os gigantes produtores de petróleo Exxon e Chevron, que estão a investir na aspiração de CO2 porque esse carbono capturado pode ser usado para libertar petróleo preso no subsolo, como referiu um artigo sobre o tema publicado no site da CNBC.

A Climeworks vende algum do seu carbono capturado à Coca-Cola, por exemplo. Desde que a empresa suíça montou o seu sistema em Zurique, em 2017, já conseguiu mais de 100 milhões de dólares em receitas de multinacionais dispostas a pagar bem para reduzir as suas emissões, como a Microsoft, a Audi, a Shopify , a Stripe e até o império de joalharia Swarovski, adiantou o mesmo artigo.

 

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