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Novas baterias de ferro poderão ser a resposta ao desafio das matérias-primas?

 

Baterias de ferro podem revolucionar o mercado e procura por matérias-primas críticas, no fabrico atual de automóveis.

Num novo estudo realizado pela Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, comprova-se o uso de ferro no fabrico de novas baterias. Além das capacidades energéticas únicas, as baterias de ferro são definitivamente mais baratas pelo material usado – um dos mais abundantes na crosta terrestre. Como resultado, as baterias produzidas pelo novo método serão mais eficientes ao mesmo tempo que se tornam mais acessíveis.

De acordo com um dos autores do projeto, Xiulei “David” Ji, pode-se observar que o ferro, pode ser como material para os cátodos de baterias de lítio. Isto porque os investigadores transformaram a reatividade do metal. Como resultado, a densidade energética é maior do que a de outros materiais usados nos cátodos.

“O nosso elétrodo pode oferecer uma densidade de energia mais elevada do que os materiais de cátodo de última geração utilizados nos veículos elétricos.”, explica Xiulei Ji, investigador do Departamento de Química, Universidade do Oregon, EUA.

Imagem a cores do edifício principal da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos da América, onde um grupo de investigadores estuda novas baterias de ferro, em substituição dos metais (críticos) usados, níquel e cobalto.

Novas baterias de ferro tornam-se mais sustentáveis para a eletrificação do setor de transportes

Verificando-se uma procura global que satisfaça as necessidades, há que ter em conta a sua disponibilidade. Níquel e cobalto, geralmente usados para a construção das baterias junto ao lítio, apresentam vários riscos. Além da sua ocorrência poder diminuir em poucas décadas, o seu impacto ambiental e de emissões, é enorme. Por um lado, o oxigénio libertado durante a recarga poderá incendiar as baterias. Por outro, o grau de toxicidade do cobalto, é responsável por eventuais contaminações de ecossistemas.

A utilização do ferro, para estas baterias, poderá assim pautar a diferença. Além de apresentar metade do custo, falamos de um material que existe em abundância no planeta.

De forma muito simplificada, uma bateria consiste em dois elétrodos. Um ânodo e um cátodo – estes, feitos de materiais diferentes (geralmente níquel e cobalto), e um meio químico que permita a passagem de corrente. Durante a perda de energia, os eletrões passam do ânodo para o cátodo.

E é apenas o cátodo que se pretende substituir com o ferro.

Contudo, embora o nível energético seja superior, a eficiência de armazenamento tem de melhorar.

 

 

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